Pequena abelha

De maneira geral, detesto sinopse de livros. Prefiro nem ler. A maioria ou faz propaganda enganosa ou conta o livro inteiro e estraga toda a experiência. Sério. Tem livro que você já tá quase chegando ao fim e ainda não aconteceu tudo o que tinha na sinopse.

Daí a empolgação inicial com o livro Pequena Abelha. A sinopse é assim:

“Não queremos lhe contar o que acontece neste livro. É realmente uma história especial, e não queremos estragá-la. Ainda assim, você precisa saber algo para se interessar, por isso vamos dizer apenas o seguinte: 

Esta é uma história de duas mulheres cujas vidas se chocam num dia fatídico. Então, uma delas precisa tomar uma decisão terrível, daquelas que, esperamos, você nunca tenha de enfrentar. Dois anos mais tarde, elas se reencontram. E tudo começa… 

Depois de ler este livro, você vai querer comentá-lo com seus amigos. Quando o fizer, por favor, não lhes diga o que acontece. O encanto está sobretudo na maneira como esta narrativa se desenrola.”

Fala muito, mas não fala nada, né?! Pois é, lembro que, na época, isso me prendeu a atenção. Achei interessante e tal, mas não comprei. Meses (ou anos?) depois, ganhei o livro num amigo oculto.

Digamos que foi um bocado brochante. A sinopse não comete o pecado de estragar a história, mas a heresia de fazer propaganda enganosa (ainda mais porque é cheia de blurbs, aquelas chamadinhas que as editoras pinçam cirurgicamente da imprensa para divulgar seus livros, do tipo: “belamente escrito”, que eu também detesto, ainda mais quando não é o caso).

Isso aí no meio, do The New York Times, é um blurb. Só que esse é verdadeiro. Melancia é realmente repleto do mais fino humor, como todos os livros que já li da Marian Keys

Pra mim, acabou sendo um tipo de história que não gosto muito: a que tenta te emocionar a todo custo. Sabe quando você percebe que a história tá toda trabalhada e pensada para te fazer chorar? Gosto mais de histórias que emocionam pela sinceridade, quase sem querer.

Não vou negar que sou louco por você que tive momentos de nó na garganta, afinal choro fácil mesmo. Mas isso me deixava ainda mais brava! Porque eu sabia que não estava chorando por aquela ser uma história verdadeira, sincera, realmente tocante. Estava chorando porque era isso que o autor queria que eu fizesse. O autor não está ali para contar uma história, está ali para tentar te emocionar, de qualquer forma. Ódio!

Voltando ao tema “sinopse”, uma que é comprovadamente (por mim) boa, é a de Não me abandone jamais. Mas esse é livro para um outro post.

Nota 5Quem? Chris Cleave

O que? Pequena Abelha

Quando? 2010

Páginas? 270

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8 comentários sobre “Pequena abelha

  1. Que pena que foi brochante! =/ Eu juro que tinha gostado muito e achei que você curtiria! Mas valeu a experiência, nem que seja pelo post! =)
    A propósito é muito difícil te dar livros, tenho a impressão de que você já leu de tudo nesse mundo hahaha

  2. haha que bom! “Os homens que não amavam as mulheres” foi bom, né? Se bem que o primeiro livro que te dei foi um do Augusto Cury que, depois que te conheci melhor, vi que você jamais teria gostado! hahaha mas isso foi bem no começo, ainda não conhecia seu estilo, então tá valendo também! hahaha

  3. hahahahah, é verdade! Os homens que não amavam as mulheres foi excelente! E fui super tendência porque pouca gente conhecia na época em que você me deu e eu amei! O do Augusto Cury eu não gostei muito mesmo não, hahaha, mas eu li, claro….!

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