Zazie no Metrô

Depois do livro, vou ter que ver o filme!

No penúltimo post, esqueci de citar uma outra ótima maneira de escolher uma próxima leitura: ganhar emprestado. Sim, ganhar emprestado. Pedir emprestado também é bom, mas é ainda mais instigante ganhar emprestado e tentar descobrir porque diabos pensaram que você gostaria do livro em questão.

Foi assim que acabei lendo Zazie no metrô. Na verdade, foi uma sequência de acontecimentos que levaram ao empréstimo. Ainda estava lendo Ao sul de lugar nenhum quando me empolguei com uma passagem e postei no Facebook. Um amigo leu, rachou de rir – não sei se rachou, mas quando a risada vem em caps lock, assim: “HAHAHAHA”, imagino que a pessoa esta rachando de rir – e depois de rachar de rir, disse que lembra muito Zazie no metrô e disse ainda que iria me emprestar.

A passagem de Ao sul de lugar nenhum que postei era essa:

– Estou falando com você, garoto…

– Vai tomar no cu – disse o garoto.

– Sou Big Bart.

– Vai tomar no cu, Big Bart – disse o garoto

E quando comecei a ler a história da garotinha Zazie, entendi a identificação:

 – Oi, garotinha – ele disse para Zazie, sem olhar para ela, arrumando com cuidado a publicação debaixo da bunda.

– Que lata-velha, o táxi dele – disse Zazie

– Sobe – disse Gabriel -, e deixa de ser metida

– Metida o caralho – disse Zazie

Pois então, Zazie é uma garotinha do interior da França que vai passar um fim de semana com seu tio em Paris. O que ela mais queria fazer era andar de metrô, e fica puta quando descobre que ele está em greve. Daí em diante, o que acontece é uma bagunça danada, mas muito gostosa de ler. Diálogos muito divertidos, temperados com o desbocamento de Zazie, tomam conta da história.

Até queria falar um pouco aqui da escrita de Queneau, mas o posfácio do Roland Barthes já fala tanto que fiquei constrangida em me aventurar nessa área. Lê lá que você vai gostar.


Quem? Raymond Queneau

O que? Zazie no metrô

Quando? A primeira é de 1959, a da Cosacnaify, 2009

Páginas? 171

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6 comentários sobre “Zazie no Metrô

  1. Quero muito ler esse livro. A premissa já é bem real, porque os metrôs de Paris estão sempre em greve! Hehehe;
    Pesquisei sobre o livro na internet e achei o seguinte: “The first word of the book, the neologism Doukipudonktan is a phonetic transcription of D’où qu’il pue donc tant ? (“Where does he stink so much?”). In the English version of the novel, this is rendered as “Holifart watastink”. In the movie version the English subtitle reads “Whozit who stinks?” Qual é a primeira palavra em português, Sté? Fiquei curiosa!
    Parabéns pelo blog!!
    Beijos

  2. Muito bem! Fico contente que as pessoas lembrem de mim quando citam Paris.. é uma ótima associação! heheh
    Tenho boas (e más) recordações do Métro de Paris… Acho uma boa idéia de filme para vermos juntos! Já que vc está me devendo e eu estou te devendo… =)
    Congrats! Your blog rock! ^^
    Bisou chérie

  3. Hahahahah! Adorei o texto (apesar de não estar com o hahaha em caps lock).
    Nunca tinha ouvido falar desse livro, mas gostei da dica!
    E como a marina, o livro deve ser bem real pois os metrôs (em toda a França) sempre estão em greve… e por qualquer motivo!
    Beijos!!

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