Stéphanie no metrô

Já estava com esse post quase todo formulado na cabeça quando reparei a coincidência de estar, novamente, falando de metrô. Só que dessa vez os metroviários não estão em greve e não se trata de nenhuma aventura de Zazie. Dessa vez é a Stéphanie no metrô mesmo.

Caso algum paulistano – ou belorizontino muito acostumado com as maravilhas paulistanas – esteja lendo isso daqui, que me perdoe a falta de atualidade da notícia, mas pensa: se só andar num metrô de verdade já é motivo para deixar bobo qualquer belorizontino que acha que metrô é o que temos em BH, imagina então um fissurado em leitura que, andando de metrô, se depara com uma máquina de livros?

Tinha uns livros bem bizarros na máquina em que coprei meu livro, tipo A metafísica do ovo, ou algo parecido, mas tinha também clássicos de autores renomados, como Machado de Assim, José de Alencar, Charles Dickens

Bem verdade que eu já tinha visto as tais máquinas de livros uns dois anos atrás, quando andei pela primeira vez no metrô de SP, mas apesar de ter achado o máximo, naquela época eu não tinha um blog. E naquela época não tinha nenhuma promoção que permitia pagar pelo livro o preço que você quisesse.

Dois anos atrás – na verdade, bem antes disso. As máquinas existem desde 2003, eu que fui ver só em 2010 – as máquinas funcionavam exatamente como as de refrigerante ou guloseimas que estamos acostumados a ver em shoppings, cinemas e etc. Você escolhia um produto, selecionava o código e colocava a quantia referente ao produto no local indicado. A diferença é que, em vez de coca, saia um livro.

As máquinas continuam as mesmas, só que, de uns meses para cá, começou uma promoção que permite que se pague pelo livro o tanto que você acha que ele vale. Se eu fosse mesmo pagar o quanto acho que eles valem ficaria pobre, então acabou que eu paguei mesmo com a menor nota que tinha na carteira – a máquina só aceita notas e não devolve troco, logo o preço mínimo a se pagar é de dois contos.

E também, pensando por outro lado, livro tinha era que valer pouco mesmo, tinha que ser banal e corriqueiro como comprar uma coca ou uma ruffles. Claro que, a esse preço, as edições não são das mais bonitas, mas também têm o seu lugar, assim como as edições mais caras, mas muito caprichadas (o que pra mim não deveria ter lugar é edição fajuta de bolso custando 20 reais, mas esse assunto é prum próximo post).

Enfim, achei a ideia do Fabio Bueno Neto das boas. Ele disse que viu uma dessas máquinas de refri e pensou: porque não livros? Fiquei com inveja, pois uma vez, nos EUA, vi uma máquina desse tipo que vendia aparelhos eletrônicos e nem assim tive essa sacada genial. Mal posso esperar para o dia em que BH tenha metrô de verdade, aí poderemos colocar umas máquinas dessas aqui também.

Tá mei ruim a foto, mas foi a melhorzinha que eu achei. Vai um fone aí?
***

Ah, o livro que comprei foi Oliver Twist. Quando eu terminar de ler – nem comecei… – falo dele por aqui.

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7 comentários sobre “Stéphanie no metrô

  1. ADOREI SEU TEXTO!!!!

    Em 2010, estive em São Paulo com minha querida filha Camila Magalhães e ficamos doidas com essa máquina, tenho fotos e tudo…mas naquela época haviam diferenças de preços…havia livros mais caros e vi um pai comprar um livro que ele podia pagar enquanto o garotinho queria outro que era um pouquinho mais caro. Fico contente que agora você dá o valor! Sim, livro é pra ser barato mesmo, como em Havana…lá comprei vários exemplares do Pequeno Príncipe, ao valor de 2 reais….acho até que era menos…livro por lá é pra levar!!!…e ler,claro!!!

    Abraço!

  2. Eu vi uma dessas em SP e achei o máximo! A que eu vi tinha até apostilas de Word, Excel, Power Point e Access. Além de livros de leitura, também possui livros didáticos. Muito inteligente! Legal seu post!

  3. Um metrô ou uma máquina, Ju? rs!

    Que bom que o post agradou! Agradaria ainda mais se fosse aqui em BH a iniciativa. Pelas minhas pesquisas básicas de google, No RJ também tem duas dessas máquinas, acho que não seria muito difícil conseguir uma pra BH, será?

    ps.: Sim, estive em Sp para a virada, que foi ótima!

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