Cuentos para Verónica

¡Este es el primer libro (literario) que he leído completamente em español! Pero no se preocupen que no voy a desfiar mi portunhol aqui. Pelo menos não enquanto ainda não terminei nem o primeiro semestre de curso. Daqui uns três ou quatro semestres pode ser que eu arrisque alguma coisa, mas ainda não está em tempo de se preocuparem…

Fofo define o livro escrito por Poldy Bird para sua filha Verónica. São vários contos escritos ao longo dos primeiros anos da infância da gordita. Todas as histórias são narradas especificamente para Verónica, dedicadas e direcionadas a ela. Parece que nós, leitores, estamos vendo de pertinho e escutando meio que de enxeridos a conversa entre mãe e filha.

E não teria como não ser bonito o relato afetivo e emocionado dos primeiros de uma – qualquer uma – criança. As descobertas, as livre associações, as visões de mundo. E como é gostoso relembrar o que a gente também pensou quando criança, mas se esqueceu com o passar dos anos.

 

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Poldy e sua filha Verónica, que hoje já deve ser uma mulherona

 

Outro ponto interessante é que em edições posteriores foram acrescentados novos contos, que trazem novas histórias de uma Verónica já mais crescida. A edição que eu li já possuía três contos a mais do que a primeira.

“Yo pensaba que este libro iba a tener doce cuentos. Pero no va a ser así. El libro ‘se me creció’, como creciste vos, Verónica: esta edición tiene tres cuentos más, nacidos em el séptimo e em el octavo año de tu vida. Y decidí convertilo em un ‘libro abierto’, que siga incorporando cuentos a través de los años, em nuevas ediciones. Los cuentos que vos me hagas vivir, que seguirán siendo los cuentos que todos los hijos les hacen vivir a sus mamás” 

Poldy perdeu sua mãe aos oito anos de idade, em um acidente de trem. E a sua mãe também havia ficado órfã cedo, aos 11. Imagino que o livro seja uma forma de permanecer na vida de Verónica mesmo que a história voltasse a se repetir na família.

É um livro de uma sentada só e para ser passado para frente.

“Ella, la nena que dejé, com tristeza, em su pupitre de primer grado, mi Verónica charlatana, movediza, terrible, que rezonga al hacer los deberes, garabatea com tiza las paredes, les corta los flequillos a las muñecas… há escrito su primera composición escolar.

Uma frase, tan solo:

MAMA ES EL SOL.

¿Se dan conta? Mamá es el sol.

Yo el sol. La fuente de la vida. El motor de las rosas, La pulpa de las frutas.

¡El sol!

Lo leí em su cuaderno de dibujos colorinches y letras que parecen cucarachas de distintos tamaños. Lo leí, y los ojos se me llenaron de lágrimas.

No era un dictado, ni uma copia del pizarrón, sino su primer pensamiento em libertad vertido em un renglón blanquito y tieso.

Y allí estoy yo: luz, calor, lumbre, sueño; alta y de oro em su cielo, iluminando su canción, su sopa, su sendero.

MAMA ES EL SOL.

Lo demás, ya no importa.”

 

 

 

capa cuentos para Veronica¿Qué? Cuentos para Veronica

¿Quién? Poldy Bird

¿Cuándo? 1996

¿Páginas? 94

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2 comentários sobre “Cuentos para Verónica

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