Fim

Fernada torres

 

 

De antemão, já digo que esse post é totalmente imparcial. Eu a-m-o a Fernanda Torres. A paixão começou quando eu, ainda criança, me escondia para assistir “Os normais” longe das vistas da minha mãe (lá para o final do programa minha mãe desistiu de me proibir e passamos a assistir à série juntas). A Vani foi e ainda é minha ídola. São tantas frases memoráveis que não me arriscarei a citar nenhuma.

Com o tempo fui percebendo que o mérito não era da Vani, mas da própria Fernanda Torres. Os gestos, trejeitos, caras e bocas me divertiam não só quando interpretava Vani, mas quando interpretava a si mesma em entrevistas. Uma, que concedeu ao lado de Luis Fernando Guimarães para Jô Soares, é simplesmente uma pérola. Uns dias aí para trás até sua entrevista com o Faustão – que é um chato – foi impagável.

Mas o momento em que eu realmente falei: a “Fernanda Torres é o cara” foi quando assisti à peça “A casa dos budas ditosos”. O monólogo interpretado por Fernanda é baseado no livro de mesmo nome de João Ubaldo Ribeiro e foi a melhor peça que já vi.

Depois até fui ler o livro para ver se o texto era tão bom quanto à Fernanda – e era.

casa dos budas ditosos

Fernada Torres interpretando a libidinosa de “A casa dos budas ditosos”

 

Daí, que quando vi que ela se lançava em seu primeiro livro, não pude deixar de ir atrás. E já abri a primeira página pronta para gostar e disposta a ser condescendente. Mas não foi preciso ser condescendente. O livro é realmente bom. Ainda mais se você imagina que os personagens todos estão sendo interpretados por Fernando Torres.

A cada capítulo a história é narrada por um de seus personagens principais – amigos que se conheceram ainda jovens, mas que não continuaram tão amigos assim depois de velhos – e alguns dos personagens secundários. A narração intercala diálogos com grandes fluxos de consciência dos personagens. Engraçado: as partes de fluxo de consciência são mais engraçadas quando o personagem em questão é mais engraçado. Quer dizer, na verdade isso é meio óbvio: se o personagem é legal, seu pensamento também vai ser. Quando o personagem é um porre – porém necessário à história – seus pensamentos também o serão.

Resumindo: é um ótimo livro para se ler de uma sentada só. Para quem ainda está de férias é uma boa pedida para se ler à sombra de uma árvore, guarda sol, sombrinha ou o que o valha. Para quem já voltou ao trabalho, é uma boa pedida para se distrair dos aborrecimentos do dia a dia.

 

fim capaO que? Fim

Quem? Fernanda Torres

Quando? 2013

Páginas? 201

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2 comentários sobre “Fim

  1. Fui ler o post descompromissadamente e fiquei com mta vontade de ler o livro :) Adoro histórias com vários narradores! E amei a capa!!! Tem a ver com as manhãs/tardes de sol do Rio de Janeiro?
    Beijos!

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